sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pense num trabalho que essas criaturazinhas dão!!!!
Guilherme, sobrinho tranquilo!
Aline, filha sapeca! e...
Badir, o amigo do pé, da sandália, ...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mengo Hexa Campeão

Mengão Campeão Brasileiro - 2009.
Parecia até um sonho,
um tremendo obstáculo!
No final deu tudo certo:
Maior foi o espetáculo...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Mote no Posto Fiscal

Não há vivente que engula
A hóstia sem estar contrito
O homem nasce com um grito
E a alma pra dentro pula
Uma centelha articula
A explosão da ciência
Tomados pela inocência
De dois gametas fecundos
- Todos somos moribundos
Meninos cheios de ausência

A alma que perambula
Pelos confins do infinito
No livro está escrito
Que ao homem dissimula
Antes que ela escapula
E saía pela tangência
Que o poder da onisciência
Prevaleça sobre os mundos
- Todos somos moribundos
Meninos cheios de ausência

A sociedade rotula
O pobre que vive aflito
Seu universo restrito
Sufoca, prende e estrangula.
Padece feito uma mula
De carga, que indecência!
Pela subserviência
Ficam resquícios profundos
- Todos somos moribundos
Meninos cheios de ausência

O homem que ejacula
Precocemente, está frito.
Perde todo o gabarito
Com aquela que copula
Como um coelho pulula
Na maior incontinência
Portanto, sem competência:
Goza em poucos segundos
- Todos somos moribundos
Meninos cheios de ausência

O filtro que acumula
A borra, o sal, o detrito;
Tem o seu tempo restrito
Está previsto na bula
Ao tempo que acidula
Perde sua eficiência
Tendo como conseqüência
Aglomerados rotundos
- Todos somos moribundos
Meninos cheios de ausência

A luz do sol que oscula
A gota d’água, e o bonito
Arco-íris que no céu fito
Por entre nuvens ondula
E a flora se encabula
Numa formal deferência
Os ventos em congruência
De vários pontos oriundos
- Todos somos moribundos
Meninos cheios de ausência

Os pais a criança adula
Dando um brinquedo maldito:
Uma arma. Ao mal e ao delito
Desse jeito o estimula
E no futuro postula
Uma vaga na gerência
Do crime, da violência,
Dos pensamentos imundos.
- Todos somos moribundos
Meninos cheios de ausência

O capital que especula
Quando surge um conflito
Some feito um pirulito
E o mercado desregula
Dessa forma manipula
O crédito por excelência
Gerando insuficiência
Aumenta os cheques sem fundos
- Todos somos moribundos
Meninos cheios de ausência

Profissional que postula
Em observância ao rito
Notadamente erudito
Através de uma jacula
A um poeta formula
Solicitando premência:
Qual seria a conseqüência
Dos ferimentos profundos?
- Todos somos moribundos
Meninos cheios de ausência

O sangue que coagula
Tem a função de um pito
Que tem um nome esquisito
“Hemostasia” que anula
Pra que o sangue não escapula
Vem depois a aderência
Pra que evite a falência
Dos órgãos em poucos segundos
- Todos somos moribundos
Meninos cheios de ausência

Agliberto Bezerra – Juazeiro (BA) – 03 e 04 / 01 / 2009.

Sem pressão, sem estresse, sem aperreio

Sem pressão, sem estresse, sem aperreio...


Vou deixar de uma vez esta cidade
Vou morar para sempre no sertão
Vou trocar correria e poluição
Por ar puro, sossego e liberdade.
Vou viver na maior tranqüilidade
E bem longe de assalto e tiroteio
Vou ouvir passarinho no gorjeio
Numa rede no alpendre da fazenda
Vou deitar sem saudade da agenda
Sem pressão, sem estresse, sem aperreio.

De manhã ter na refeição primeira
Um copinho de leite a espumar
Um “baião” temperado no jantar
No almoço, “galinha capoeira”
Balançar matutando na cadeira
Sem temor, ansiedade, nem receio!
No radinho a viola em ponteio
Almir Sater cantarola a “Chalana”
Vez em quando uma “bicada de cana”
Sem pressão, sem estresse, sem aperreio.

Um gadinho de leite no curral
Um cavalo de cela bom de prado
Um cachorro de raça vacinado
Um jipe, uma picape ou rural.
Pra curtir o ar puro do local
Uma Harley-Davidson pra passeio
Uma casa pra curtir o veraneio
Numa praia deserta e sossegada
Vez em quando uma volta de jangada
Sem pressão, sem estresse, sem aperreio.

Francisco Agliberto Bezerra
Juazeiro (BA) - 2008