terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sem pressão, sem estresse, sem aperreio

Sem pressão, sem estresse, sem aperreio...


Vou deixar de uma vez esta cidade
Vou morar para sempre no sertão
Vou trocar correria e poluição
Por ar puro, sossego e liberdade.
Vou viver na maior tranqüilidade
E bem longe de assalto e tiroteio
Vou ouvir passarinho no gorjeio
Numa rede no alpendre da fazenda
Vou deitar sem saudade da agenda
Sem pressão, sem estresse, sem aperreio.

De manhã ter na refeição primeira
Um copinho de leite a espumar
Um “baião” temperado no jantar
No almoço, “galinha capoeira”
Balançar matutando na cadeira
Sem temor, ansiedade, nem receio!
No radinho a viola em ponteio
Almir Sater cantarola a “Chalana”
Vez em quando uma “bicada de cana”
Sem pressão, sem estresse, sem aperreio.

Um gadinho de leite no curral
Um cavalo de cela bom de prado
Um cachorro de raça vacinado
Um jipe, uma picape ou rural.
Pra curtir o ar puro do local
Uma Harley-Davidson pra passeio
Uma casa pra curtir o veraneio
Numa praia deserta e sossegada
Vez em quando uma volta de jangada
Sem pressão, sem estresse, sem aperreio.

Francisco Agliberto Bezerra
Juazeiro (BA) - 2008

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